Com o início de um novo ano, novas produções e campanhas de marca já estão em andamento. Nesse cenário, acompanhar as principais tendências musicais que influenciam mídia, publicidade e o setor criativo pode fazer diferença no desenvolvimento de projetos.

A seguir, algumas tendências que podem ajudar a orientar campanhas e produções ao longo de 2026.

O poder da narrativa nostálgica

Narrativas emocionais têm capacidade de conectar públicos de diferentes gerações e perfis. Em 2026, a nostalgia tende a ganhar ainda mais espaço nas redes sociais, na moda, na cultura pop e na música.

A música, em especial, tem forte capacidade de evocar lembranças e sentimentos associados ao passado. Por isso, escolher com intenção uma faixa de determinado gênero, período ou estilo pode despertar sensações nostálgicas — um recurso que costuma aumentar a lembrança de marca. Com isso, campanhas e produções tendem a ganhar impacto no longo prazo.

Entre os públicos mais jovens, nostalgia também tem se mostrado um elemento relevante. Artistas como Zara Larsson e Fetty Wap têm voltado a circular com força nas redes sociais. Trilhas que remetem aos anos 1990 ou ao início dos anos 2000 podem ajudar a atrair novas audiências — especialmente aquelas que buscam referências de períodos vistos como mais simples ou confortáveis.

A importância de um som autêntico

Em um contexto no qual o público valoriza cada vez mais autenticidade e criatividade humana, a música se torna uma ferramenta central para que marcas contem histórias de forma convincente.

Em 2026, a tendência é que empresas invistam mais na construção de uma identidade sonora consistente. Trilhas com forte componente emocional, criadas por compositores e artistas, tendem a gerar maior conexão com o público.

Produções baseadas exclusivamente em música gerada por inteligência artificial, por outro lado, podem carecer da profundidade emocional necessária para criar esse vínculo.

Crescimento dos anúncios dinâmicos e contextuais

Outra tendência é o aumento de estratégias de publicidade em áudio que utilizam o som para promover produtos, serviços ou marcas.

Esse tipo de anúncio é veiculado em plataformas digitais, como Spotify e Netflix, permitindo que as marcas alcancem consumidores em diferentes ambientes e momentos de consumo.

Pesquisas da própria Spotify indicam que 75% dos ouvintes lembram melhor de anúncios quando reconhecem o contexto em que eles aparecem. Isso ocorre porque as pessoas tendem a estar mais receptivas a mensagens alinhadas ao seu estado de espírito.

Um exemplo: quem escuta rock pode responder melhor a campanhas com narrativa nostálgica, já que o gênero costuma despertar memórias emocionais marcantes.

Narrativas com estética cinematográfica

Em 2026, mais marcas devem buscar campanhas com linguagem próxima à do cinema, indo além do formato tradicional de publicidade.

Algumas empresas já utilizam trilhas com construção orquestral e composições épicas para criar campanhas que se aproximam de uma experiência cinematográfica.

Um exemplo recente é o comercial de Natal de 2025 da John Lewis, intitulado Where Love Lies. A peça combina narrativa emocional, enquadramentos cinematográficos, trilha nostálgica e uma mensagem afetiva — elementos que ajudam a criar uma conexão duradoura com o público.

A expectativa é que esse tipo de abordagem continue a crescer em 2026, à medida que marcas e produtoras buscam capturar a atenção de espectadores cada vez mais exigentes com a qualidade das produções.

Definindo o tom para 2026

Seja ao apostar em narrativas nostálgicas, investir em linguagem cinematográfica, desenvolver uma identidade sonora forte ou explorar publicidade em áudio, a escolha da música pode determinar o impacto de um projeto.

Para a sua próxima produção, explore o catálogo premiado da Universal Production Music, que reúne faixas de diferentes gêneros, climas e emoções. Uma trilha bem escolhida pode levar campanhas e produções a um novo nível.

 

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